Em constante estado de busca, Cristina sabe que o domínio técnico já não basta para fazer arte na contemporaneidade. Inquieta, busca novos caminhos. Solta o traço e ganha a gestualidade, conquista novas cores, pesquisa outros materiais. Estuda os clássicos e trabalha. Descobre a madeira corroída pelos insetos e a materialidade do ferro atacada pela ferrugem. Em sua poética discute o tempo e a diluição das coisas e pessoas.           Como humanista, sensível às questões sociais, procura no entorno cenas a serem retrabalhadas, imagens que denunciam grupos humanos assolados pela miséria, o medo da criança escondida sob a cama, o sofrimento das mulheres violadas em sua integridade. Cristina Sá, artista e professora vive com intensidade e não separa vida e arte. Marília Diaz Professora da UFPR - Artista plástica