.katia velo .
   

Artista plástica, colunista e  Especialista em História da Arte.

e-mail:katiavelo@terra.com.br

Pelos caminhos de Curitiba
Exposição “Uma Cartografia Afetiva” homenageia aniversário da capital paranaense

Em homenagem ao aniversário de Curitiba, comemorado dia 29 de março, o artista plástico João Coviello resolveu presentear a cidade com uma exposição que revela características de suas vias e paisagens menos conhecidas. Trata-se da mostra “Uma Cartografia Afetiva”, que abre nesta segunda-feira, no hotel Blue Tree Towers Curitiba.

Composta por nove desenhos e oito telas em técnica mista, a série retrata os “pontos afetivos” observados pelo artista em suas andanças pela capital paranaense, como as ruas Júlia Wanderley, México, David Carneiro esquina com Mateus Leme, a Rápida Bacacheri-Centro, a Avenida Padre Anchieta e a Igreja do Abranches vista da Avenida Anita Garibaldi. “Passamos tantas vezes pelos mesmos lugares e ruas que deixamos de perceber a beleza do que se encontra ao nosso redor. Basta olharmos com mais atenção”, diz.

Nascido em São Paulo e radicado em Curitiba há mais de vinte anos, Coviello lança um olhar particular sobre a cidade, no qual a exuberante vegetação urbana da capital ecológica frequentemente toma o primeiro plano. Todas as obras da série buscam de alguma maneira a fruição a partir da cor ou da forma, seja pelas linhas se espalham pela tela de forma incidental ou pelo uso de tinta diluída, com a presença de manchas transparentes, quase aquareladas.

“Estas linhas e manchas produzem impressões complexas e levam o espectador a um estado de contemplação”, analisa Coviello, que também é mestre em Filosofia e especialista em História da Arte. “Uma Cartografia Afetiva” tem como inspiração a obra do artista francês Paul Garfunkel, considerado um dos grandes expoentes do impressionismo no estado e que, assim como Coviello, também fez de Curitiba seu lar, retratando seus hábitos, costumes e paisagens.

João Coviello é Mestre em Filosofia e Especialista em História da Arte pela PUC-PR. Desde 1994 frequenta o Ateliê Livre de Arte Edilson Viriato, em Curitiba. Constam em seu currículo exposições individuais no Jayabujamra Espaço de Arte e no Espaço Cultural Restaurante Erva Doce, além de mais de 40 participações em Salões e coletivas nacionais e internacionais, como na 2ª Muestra Latinoamericana Miniprint, em Rosário, na Argentina. Coviello foi premiado no I Salão de Artes Plásticas de Pinhais (PR) e no XII Salão Municipal de Artes Plásticas de João Pessoa (PB).

Serviço:

Exposição “Uma Cartografia Afetiva”, de João Coviello
De 29 de março a 14 de maio
Hotel Blue Tree Towers Curitiba (Rua Lamenha Lins, 71 – Centro)
De segunda-feira a domingo, das 8h às 21h
Informações: (41) 3017 1090
Entrada franca.

 

 

 

Tapeçaria oriental é tema de exposição em Curitiba

Artista plástica Katia Velo apresenta série Tapisserie no Blue Tree Towers

 Os tapetes artesanais confeccionados no Oriente são a inspiração da exposição Tapisserie, da artista plástica paulistana Katia Velo, que inaugura na próxima segunda-feira (8) no hotel Blue Tree Towers Curitiba. Com forte inspiração nas cores e nos motivos típicos desse tipo de trabalho, como pássaros, leques e flores, entre outros, a mostra apresenta obras multicoloridas em acrílico sobre tela que, por meio de formas curvilíneas, expressam feminilidade e alegria.

O apelo ornamental é outra característica marcante dos quadros de Katia, que define a série como uma busca pelo prazer estético. “Há este desejo de enfeitar”, destaca a artista. ‘Tapisserie’ reúne trabalhos nos quais os desenhos são sobrepostos com camadas sucessivas de tinta, que resultam em variados efeitos de textura. “À medida que fui realizando a pintura, neste constante pintar e repintar, fui deixando marcas e formas na tela que deixaram a obra similar a um tapete gasto, velho, onde o registro do tempo fica impresso no objeto”, explica.

Katia Velo é bacharel e licenciada em Letras pela Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo/SP, possui cursos de especialização em educação pela USP - Universidade de São Paulo e especialização em História da Arte Moderna e Contemporânea pela EMBAP - Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Associada à APAP/PR (Associação Profissional de Artistas Plásticos do Paraná), faz parte do grupo de artistas visuais do CACEV (Centro de Arte Contemporânea Edilson Viriato). A artista possui em seu currículo 12 exposições individuais, além de participações em Salões e mais de 50 coletivas nacionais e internacionais como no XIII Circuito Internacional de Arte Brasileira – Varsóvia/Polônia, Frankfurt/Alemanha e Viena/Áustria; 3ª e 4ª Muestra Internacional de Arte Postal ciudad de Ceuta/Espanha; Fundácion Romulo Raggio, Buenos Aires/Argentina.

 Serviço:

Exposição “Tapisserie”, de Katia Velo
De 8 de fevereiro a 19 de março
Hotel Blue Tree Towers Curitiba (Rua Lamenha Lins, 71 – Centro)
De segunda-feira a domingo, das 8h às 21h
Informações: (41) 3017 1090
Entrada franca.

***********

Exposição Coletiva “Todas as Mulheres do Mundo”
Comemoração ao Dia Internacional da Mulher - 08 de março



Acontece no dia 08 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, na capital paulista, Estação central Sé (uma das estações mais movimentadas da América Latina),  a abertura da exposição “Todas as Mulheres do Mundo”. Segundo a curadora e produtora cultural, Rose de Paulo, a exposição é acima de tudo uma reflexão das ações das mulheres no mundo atual, como destaca;  “Em um processo crescente a figura feminina vem se destacando no mundo ditado ‘masculino’ com muita garra e determinação; conquistando a cada dia o respeito merecido na atuação profissional, relacionamentos, cargos e posições de liderança tanto no processo humanitário, sociocultural, político, religioso e financeiro ou simplesmente na tarefa de ‘dona do lar’, registrando e assinando sua valiosa participação na história da evolução dos séculos.”

A exposição “Todas as Mulheres do Mundo” é um reflexo das referências que  remetem à feminilidade, através de obras diversificadas, onde cada artista utiliza uma linguagem e técnica próprias, mas estabelecem uma  mesma temática, ou seja, enaltecer e  destacar o “universo feminino”. A exposição é acima de tudo uma homenagem às mulheres comuns: mães, irmãs, esposas, chefes, filhas, netas,  vizinhas, namoradas, musas entre tantas outras que fazem parte do cotidiano com suas características, signos e significados.

A curadora Rose de Paulo convidou artistas cujos trabalhos já estabeleciam um viés com o feminino. Participam 09 artistas de vários estados; Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, são eles: Cinthia Freitas, C. Tamochunas B., Fernanda Cruz, Isabel Fragoso, Márcia Pinho, Maria Lucia Pacheco, Rodrigues Lessa, Thereza Toscano e peças exclusivas da designer Patty Ramos da Murano’s.


Sobre o Projeto Arte no Metrô – Desde  1978, esculturas, murais e painéis, assinados por artistas plásticos de renome invadiram a Praça e os
espaços internos da Estação Sé, compondo um cenário inusitado para os olhos da maioria.  Além de avivar o patrimônio cultural e artístico da cidade, essa iniciativa da Prefeitura teve o mérito de colocar na pauta de debates da Companhia do Metropolitano de São Paulo uma questão muito importante.   Fonte:
http://www.metro.sp.gov.br/cultura/tearte.asp
<http://www.metro.sp.gov.br/cultura/tearte.asp>
 
Sobre a curadora: Rose de Paulo é natural de Santos, atualmente reside e trabalha em São Paulo. Atua como Produtora Cultural. Trabalha como assessora na Galeria Mali Villas-Bôas, tem parceria com Kaká di Andara na empresa de eventos culturais a Chiron Produção. Atua também como produtora musical pela mesma empresa.


Serviço:
De 08 a 31de março de 201 - horário de funcionamento do Metrô.
Local: Estação da Sé do Metrô de São Paulo
Realização: Chiron Produção e Metrô do Estado de São Paulo
Produção: Kaká di Andara e Rose de Paulo
Curadoria: Rose de Paulo
Entrada Gratuita

***********

O Prazer da Leitura
Matéria publicada no Jornal Correio de Notícias - coluna Katia Velo, pág. 02, - 05 a 11 de fevereiro de 2010.
Coluna Katia Velo - Jornal CORREIO DE NOTÍCIAS


Se você tem a leitura como hábito e parceiro, você tem tudo que precisa! Exagero! Sim, se compararmos o conhecimento como moeda corrente. Sabemos que educadores e pessoas que atuam na área da educação ganham infinitamente menos do que jogadores de futebol e modelos/atrizes, o sonho de quase 100% dos meninos e meninas, principalmente os de classe social menos abastada. E, infelizmente, a grande maioria destes jovens está simplesmente fadada ao fracasso. Isto porque, poucos terão possibilidades e muitos não possuem o perfil para ocuparem este Olimpo! Mas, por que ler pode ser tão importante! Quando cito a importância da leitura, não se trata apenas ler um livro, uma revista, um jornal (como nosso querido Correio de Notícias). Ler é interpretar o mundo através da alma. Ler é viver. Ler é compreender as letras, o comportamento humano, o desenvolvimento científico, as artes. Sim, você leu isto mesmo, ler as artes. Há uma sensação de que tudo pode ser considerado arte e, por outro, ecoa aquela conhecida frase de que qualquer criança pode fazê-la, principalmente a arte contemporânea. É lógico que há coisas inaceitáveis, mas, de fato, é preciso aprender a ler uma obra de arte como aprendemos a ler as letras. Uma outra leitura equivocada é que arte é terapia. A arte pode ser terapêutica, mas não é terapia. Você já ouviu alguém indicar engenharia, medicina, etc., para alguém se distrair, espairecer. Mas, é o que acontece com grande parte das pessoas que buscam fazer algo relacionado às artes, como por exemplo: aulas de pintura. O que é contraditório quando temos em nossa história, gênios excêntricos, psicóticos e neuróticos como, Van Gogh, Gauguin, Picasso, Modigliani e a lista vai longe. Arte é trabalho, não é diversão. É lógico que tenho prazer no que faço, mas não é obra do acaso, ou simplesmente inspiração. É trabalho duro mesmo. Sabe aquela frase 5% de inspiração e 95% de labuta. A pintura, por exemplo, para mim é como se fosse um parto fórceps, tem aquela dificuldade, o tempo da gestação. Compreenda, nem sempre o artista quer falar ou justificar alguma coisa; não quer explicar, e sim, complicar. Não tem necessidade de chegar a algum lugar, mas o que importa é a trajetória e, principalmente, o processo. Porque ele quer chegar a um resultado que só o artista conhece o significado, só ele sabe o que busca descrever. Quero incitar que é relevante repensarmos a nossa forma de agir e atuar no mundo e, principalmente porque devemos encontrar formas adequadas para representar esses atos e ações de maneira a darmos mais significado, primeiramente a nos mesmos! Ler é saber que ainda há um Universo a ser descoberto, partindo unicamente do nosso universo interior.